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Thank You Bus Driver: a Double Fine criou um Crazy Taxi onde o maior perigo são os passageiros

Com visual de desenho animado em preto e branco, humor absurdo e uma jogabilidade frenética, Thank You Bus Driver diverte bastante, mas perde pontos quando a dificuldade transforma o expediente em uma guerra contra o relógio. Meus amigos, durante min

Por Rafael Citario

Com visual de desenho animado em preto e branco, humor absurdo e uma jogabilidade frenética, Thank You Bus Driver diverte bastante, mas perde pontos quando a dificuldade transforma o expediente em uma guerra contra o relógio.

Meus amigos, durante minha vida inteira ouvi pessoas reclamando de motoristas de ônibus. O sujeito freia bruscamente, passa do ponto, fecha os carros, dirige como se estivesse participando de uma corrida de Fórmula 1 e ainda parece estar profundamente irritado com a existência da humanidade. Sempre pensei que bastaria um pouco de paciência para transformar o transporte público em uma experiência civilizada.

Então joguei Thank You Bus Driver , da Double Fine Productions , e descobri que estava completamente enganado.

Depois de algumas viagens, comecei a compreender por que certos motoristas possuem aquela expressão de quem enfrentou três guerras, dois divórcios e uma reunião de condomínio antes mesmo das oito horas da manhã.

Em Thank You Bus Driver, nossa missão é simples: dirigir um ônibus, recolher passageiros, levá-los aos destinos e receber agradecimentos. Parece um trabalho honesto, tranquilo e perfeitamente adequado para alguém que deseja abandonar a violência dos videogames.

Infelizmente, existe um detalhe que transforma tudo em um pequeno pesadelo: os passageiros são criaturas absolutamente insuportáveis, as regras mudam constantemente e o relógio parece ter sido desenvolvido por algum funcionário particularmente cruel do departamento de recursos humanos.

É como se Crazy Taxi , clássico da Sega, tivesse encontrado Papers, Please dentro de um ônibus dirigido pelo motorista escolar de Os Simpsons .

E, por mais absurdo que pareça, a combinação funciona muito bem.

PARABÉNS, DOUBLE FINE! VOCÊS CONSEGUIRAM TRANSFORMAR UMA PROFISSÃO QUE JÁ É ESTRESSANTE NA VIDA REAL EM UM VIDEOGAME NO QUAL O MOTORISTA PRECISA DIRIGIR, CONFERIR O MAPA, FISCALIZAR PASSAGEIROS E EXPULSAR GENTE QUE NÃO SABE SE COMPORTAR!

A Double Fine continua sabendo fazer jogos que parecem ter escapado de um hospício

Existe uma característica que sempre gostei nos jogos da Double Fine: o estúdio raramente parece interessado em criar experiências completamente normais.

Quem conhece Psychonauts , Brütal Legend , Costume Quest ou os trabalhos associados a Tim Schafer sabe que existe uma tradição de personagens estranhos, humor peculiar e ideias que dificilmente sobreviveriam a uma reunião de executivos preocupados exclusivamente com planilhas.

Thank You Bus Driver representa muito bem essa filosofia. O jogo foi produzido por uma pequena equipe liderada por Will Koehler e lançado sob o selo Double Fine Action Labs , criado para experiências experimentais de menor escala.

A proposta não tenta competir com simuladores de ônibus tradicionais. Não estamos falando de reproduzir cuidadosamente o funcionamento de uma transmissão automática, verificar a pressão dos pneus ou respeitar cada detalhe da legislação de trânsito.

O objetivo é provocar uma confusão extraordinária e observar até quando conseguimos manter alguma aparência de profissionalismo.

É justamente por isso que considero a comparação com Crazy Taxi tão apropriada. O clássico da Sega transformava corridas urbanas em uma disputa contra o relógio, recompensando velocidade, atalhos e uma interpretação bastante criativa do Código de Trânsito.

Thank You Bus Driver utiliza parte dessa filosofia, mas acrescenta um elemento ainda mais perigoso: passageiros que precisam ser constantemente fiscalizados.

O resultado é um jogo de ação disfarçado de simulador de trabalho.

Ou, dependendo do desempenho do jogador, um simulador de demissão por justa causa.

O ônibus é seu, as regras são suas e a sanidade não está incluída

O funcionamento básico é fácil de compreender. Precisamos dirigir por uma cidade, encontrar os pontos indicados e transportar passageiros antes que o tempo termine.

Mas o jogo apresenta três prioridades que disputam nossa atenção: manter a disciplina dentro do veículo, seguir o percurso corretamente e cumprir os horários.

É uma combinação interessante porque nenhuma dessas atividades pode ser ignorada completamente.

Se prestarmos atenção demais aos passageiros, podemos perder uma curva ou esquecer o próximo destino. Se concentrarmos toda nossa energia na direção, alguém poderá começar a desrespeitar alguma regra dentro do ônibus.

E essas regras são maravilhosamente idiotas.

Elas mudam entre os expedientes e podem transformar comportamentos aparentemente inofensivos em infrações gravíssimas. O motorista precisa acompanhar o que está acontecendo e reagir sempre que alguém resolve testar sua autoridade.

O jogo não quer simular uma empresa de transporte público realista. Quer transformar situações cotidianas em pequenas emergências ridículas.

É quase como trabalhar para uma prefeitura que decidiu substituir todas as leis de trânsito por instruções retiradas de biscoitos da sorte.

O mais engraçado é que precisamos obedecer à lógica absurda daquele universo mesmo quando ela parece completamente injustificável.

Não importa se o passageiro está tranquilo, feliz ou apenas tentando aproveitar a viagem. Se estiver descumprindo uma das regras atuais, precisamos tomar alguma providência.

E a Double Fine oferece uma solução extremamente educativa: dar um tapa no infrator.

O departamento disciplinar funciona na base do tapa e da expulsão

Uma das mecânicas mais divertidas de Thank You Bus Driver é a possibilidade de repreender os passageiros que desrespeitam as regras.

Estamos dirigindo, mas também precisamos olhar pelo retrovisor e acompanhar o comportamento da pequena população de malucos instalada nos bancos traseiros.

Quando alguém começa a fazer alguma coisa proibida, podemos aplicar uma punição bastante direta. Caso continue causando problemas, existe a possibilidade de expulsá-lo do ônibus.

É uma mecânica completamente absurda, mas que combina perfeitamente com o humor do jogo.

Imagine um passageiro fazendo barulho demais enquanto utiliza o telefone. Você precisa continuar dirigindo, observar o relógio e descobrir onde fica a próxima parada. De repente, percebe que o sujeito está incomodando todo mundo.

O procedimento correto, dentro da filosofia da Double Fine, é resolver o problema imediatamente.

Minha situação imaginária favorita seria a seguinte: estou atrasado, existe uma curva perigosa à frente e um cidadão resolve começar uma apresentação musical improvisada no fundo do veículo.

Eu olho pelo espelho, avalio o tamanho da infração e penso que talvez fosse razoável solicitar educadamente que ele parasse.

Mas aí lembro que estou num jogo da Double Fine.

Portanto, a negociação diplomática acaba antes mesmo de começar.

O interessante é que a fiscalização não funciona apenas como uma piada visual. Ela interfere diretamente no ritmo da partida, obrigando o jogador a dividir a atenção entre diferentes tarefas.

É uma das melhores ideias do jogo, porque transforma os passageiros em participantes ativos da jogabilidade.

Em simuladores tradicionais, eles geralmente representam uma carga humana que precisa ser transportada de um lugar para outro. Aqui, são pequenas fontes ambulantes de problemas.

Ou seja, uma representação surpreendentemente próxima da experiência de qualquer pessoa que já precisou administrar um grupo de WhatsApp.

A jogabilidade começa divertida e rapidamente vira uma prova de resistência psicológica

O sistema de direção é relativamente simples. Podemos acelerar, frear, virar e consultar um mapa para encontrar as próximas paradas.

Não demora para compreender os comandos, e isso é importante porque o jogo não oferece muito tempo para aprender tranquilamente.

A dificuldade vem da necessidade de executar várias atividades ao mesmo tempo.

O jogador precisa observar o caminho, controlar o veículo, procurar os pontos corretos, acompanhar o relógio e fiscalizar o interior do ônibus.

É aquela velha situação dos videogames de fliperama, quando a simplicidade dos controles escondia uma dificuldade bastante elevada.

Lembro de como Crazy Taxi conseguia transformar um percurso aparentemente tranquilo em uma corrida desesperada. Você observava o destino, calculava o tempo disponível e tomava decisões que jamais deveriam ser reproduzidas numa rua de verdade.

Thank You Bus Driver acrescenta outra camada de caos.

Não basta dirigir rapidamente. Também precisamos administrar os passageiros enquanto a cidade continua aparecendo diante do para-brisa.

Isso cria situações hilárias, especialmente quando tudo começa a dar errado ao mesmo tempo.

O problema é que a dificuldade cresce bastante depois que compreendemos as primeiras regras.

Existem momentos em que parece impossível acompanhar todas as obrigações com a mesma eficiência. O relógio avança, os passageiros resolvem aprontar e a próxima parada parece estar localizada no outro lado do planeta.

Gosto de desafios, mas prefiro quando consigo identificar claramente qual decisão provocou meu fracasso.

Em Thank You Bus Driver, algumas derrotas parecem surgir de uma combinação tão grande de pequenos problemas que fica difícil compreender exatamente onde tudo começou a desmoronar.

É divertido durante algum tempo, mas também pode se tornar bastante irritante.

O relógio é o verdadeiro vilão dessa história

Existe um elemento que determina praticamente toda a experiência: o tempo.

Precisamos chegar aos pontos antes que o cronômetro termine. A cada entrega bem-sucedida, passageiros satisfeitos podem nos recompensar com agradecimentos.

Esses agradecimentos, representados pelos chamados Thank Yous , são extremamente importantes porque ajudam a prolongar a partida.

É uma ideia muito divertida. Em vez de receber dinheiro para comprar combustível, precisamos conquistar a gratidão dos passageiros.

Infelizmente, a gratidão humana é um recurso relativamente escasso.

Principalmente quando estamos dirigindo como um maluco enquanto alguém reclama que não pode utilizar determinados objetos dentro do veículo.

O sistema cria um ciclo interessante: passageiros satisfeitos rendem mais tempo, e mais tempo permite transportar novos passageiros.

Quando conseguimos manter tudo funcionando, a sensação é excelente. O ônibus avança, as paradas aparecem e os agradecimentos começam a acumular.

Mas basta cometer alguns erros para a situação piorar rapidamente.

Uma curva equivocada pode custar segundos preciosos. Consultar o mapa na hora errada pode prejudicar a visão da estrada. Uma colisão inesperada pode destruir uma tentativa que parecia promissora.

E, enquanto tudo isso acontece, os passageiros continuam exigindo atenção.

É uma estrutura inteligente, mas que poderia oferecer uma curva de dificuldade mais gradual.

O jogo parece especialmente interessado em nos fazer acreditar que estamos dominando a situação antes de apresentar uma sequência de acontecimentos capazes de destruir completamente essa confiança.

É praticamente a versão interativa de uma segunda-feira.

O visual em preto e branco é uma das melhores coisas do jogo

Se existe um aspecto de Thank You Bus Driver que merece elogios praticamente sem reservas, é a direção artística.

O jogo utiliza gráficos tridimensionais estilizados para criar a aparência de um desenho animado em preto e branco.

Os personagens possuem formas caricatas, expressões exageradas e animações que combinam com aquele tipo de humor físico dos desenhos antigos.

Imediatamente pensei nas animações clássicas de estúdios como Fleischer, com seus personagens esquisitos e movimentos propositalmente absurdos.

Também encontrei alguma coisa da estética de Cuphead , embora a proposta visual seja diferente. A semelhança está na maneira como os dois jogos utilizam referências à animação antiga para construir uma identidade própria.

Thank You Bus Driver consegue parecer um desenho animado que ganhou vida dentro de um videogame.

E isso é um elogio enorme.

A ausência de cores convencionais torna o ambiente bastante característico. A cidade parece ter saído de uma televisão antiga, com objetos estranhos e criaturas que dificilmente seriam aprovadas por um departamento de urbanismo.

Existem passageiros tão absurdos que parecem ter escapado diretamente da imaginação de algum animador que passou a madrugada inteira bebendo café.

Entre eles, encontramos objetos antropomórficos e criaturas que desafiam qualquer tentativa de explicação racional.

É exatamente o tipo de direção artística que espero da Double Fine: original, engraçada e completamente desinteressada em parecer normal.

Mas existe uma ressalva importante.

O preto e branco pode dificultar a identificação de determinados elementos do cenário, especialmente quando estamos dirigindo rapidamente.

É um daqueles casos em que a decisão artística funciona maravilhosamente bem, mas também cria pequenos problemas práticos.

Mesmo assim, considero o resultado visual uma das maiores qualidades do jogo.

Piadas por todos os lados e uma cidade que parece saída de um desenho proibido

O humor de Thank You Bus Driver não depende exclusivamente dos passageiros sendo expulsos do ônibus.

Grande parte da graça aparece na própria situação. Somos um motorista tentando realizar um trabalho relativamente simples dentro de um universo onde quase tudo parece ter sido criado especificamente para atrapalhar.

O absurdo é tratado como uma coisa perfeitamente normal.

Um objeto doméstico pode ser um passageiro. Uma criatura completamente inesperada pode aparecer pela cidade. Uma regra idiota pode se transformar na maior prioridade do expediente.

E ninguém parece particularmente preocupado em explicar por que aquilo está acontecendo.

Essa é uma característica do humor que sempre gostei na Double Fine.

Em Psychonauts , por exemplo, a graça está em explorar mundos mentais construídos a partir das obsessões e problemas de seus personagens. Em Day of the Tentacle , clássico associado a parte da equipe criativa que depois fundaria a Double Fine, situações absolutamente ridículas são tratadas como problemas perfeitamente normais de aventura.

Thank You Bus Driver trabalha numa escala muito menor, mas preserva essa disposição para o absurdo.

Não precisa explicar cada piada.

Às vezes, basta colocar um sujeito estranho dentro do ônibus e observar o que acontece quando ele resolve desrespeitar alguma regra.

O som também ajuda a construir essa atmosfera. Os efeitos exagerados e a apresentação dos acontecimentos combinam com o estilo de desenho animado.

O resultado é uma experiência que consegue arrancar risadas mesmo quando estamos prestes a fracassar.

E isso tem bastante valor.

O que a comunidade está achando dessa condução completamente irresponsável?

A recepção de Thank You Bus Driver na Steam é bastante favorável, com aproximadamente 93% de avaliações positivas entre 179 comentários na consulta realizada. Muitos jogadores elogiam o humor absurdo, o visual em preto e branco e a combinação entre direção arcade e fiscalização dos passageiros. A comparação com Crazy Taxi aparece naturalmente, especialmente pela pressão constante do cronômetro e pela necessidade de encontrar atalhos. Por outro lado, também existem críticas à dificuldade, à quantidade de tarefas simultâneas e ao fato de algumas mecânicas competirem demais pela atenção do jogador. Avaliações independentes mencionam problemas de leitura do cenário, colisões pouco intuitivas e um mapa que acaba se tornando repetitivo durante sessões prolongadas. A ideia geral é bastante positiva, mas nem todo mundo considera que a mistura de direção, disciplina e gerenciamento de tempo encontra o equilíbrio ideal. O jogo diverte, porém pode cansar quem não aprecia desafios de reflexos e atenção dividida.

As recompensas ajudam, mas não escondem a repetição

Conforme acumulamos agradecimentos, desbloqueamos novos elementos de personalização e variações da cidade.

É uma maneira interessante de recompensar o esforço e incentivar novas partidas.

Podemos adicionar pequenos objetos decorativos ao ônibus e acompanhar mudanças na apresentação do ambiente.

Mas existe uma limitação importante: o jogo continua utilizando essencialmente a mesma estrutura.

As regras mudam, os acontecimentos variam e surgem novos elementos, mas nossa atividade permanece concentrada em dirigir, fiscalizar passageiros e tentar cumprir os horários.

Isso não é necessariamente ruim. Jogos arcade sempre funcionaram muito bem com mecânicas repetidas, desde que fossem divertidas.

O próprio Crazy Taxi utilizava uma estrutura simples, mas sua direção e seu sistema de pontuação eram bons o suficiente para justificar várias tentativas.

Thank You Bus Driver possui parte desse encanto, mas também acaba mostrando seus limites depois de algum tempo.

Eu gostaria de encontrar mais situações capazes de alterar significativamente o funcionamento das viagens, não apenas acrescentar novas preocupações ao mesmo ciclo.

O jogo oferece uma experiência pequena e concentrada, algo coerente com sua proposta experimental.

Mas isso também significa que não devemos esperar uma campanha longa ou uma grande variedade de ambientes.

Por outro lado, considerando o preço, não acho justo exigir que a Double Fine entregue um simulador gigantesco com dezenas de veículos, cidades e possibilidades.

O que considero importante é que o pouco conteúdo disponível continue divertido depois de várias tentativas.

E é justamente aí que o aumento de dificuldade e a repetição começam a pesar.

Por R$ 20, a viagem vale a passagem?

Thank You Bus Driver custa R$ 19,99 na Steam brasileira . O jogo também está disponível em outras lojas digitais de PC, incluindo GOG, Epic Games Store, Humble Store, itch.io e Game Jolt.

O preço internacional de referência é de US$ 4,99, embora o valor final possa variar conforme a loja e a região.

Não existem versões anunciadas para consoles neste momento.

O valor relativamente baixo torna a recomendação mais fácil, principalmente para quem gosta de experiências independentes curtas e criativas.

Também considero importante mencionar que o jogo possui apenas textos em inglês , sem localização oficial para português brasileiro.

Isso representa uma limitação, especialmente porque algumas piadas, instruções e regras dependem da compreensão do idioma.

Não é uma barreira tão grave quanto em uma aventura com longos diálogos, mas ainda pode atrapalhar quem não possui familiaridade com inglês.

Outro ponto positivo é a possibilidade de jogar utilizando controle, algo que combina bem com a proposta arcade.

Thank You Bus Driver também recebeu classificação de compatibilidade com o Steam Deck, tornando-se uma opção interessante para sessões rápidas em um portátil.

Apesar de suas limitações, considero que existe diversão suficiente para justificar o preço.

Mas recomendo entrar sabendo exatamente o que encontrará: um jogo de partidas rápidas, humor absurdo e dificuldade que pode se tornar bastante irritante.

Veja o trailer.

Prós:

Direção artística maravilhosa em preto e branco

Humor absurdo e personagens muito engraçados

Jogabilidade arcade simples e frenética

Mecânica criativa de fiscalizar e expulsar passageiros

Boa variedade de situações cômicas

Preço bastante acessível

Contras:

Dificuldade cresce de maneira exagerada

Excesso de tarefas simultâneas pode frustrar

Algumas colisões são pouco intuitivas

Repetição aparece depois de várias partidas

Preto e branco pode dificultar a leitura do cenário

Não possui português brasileiro

Nota Final: 7/10

Thank You Bus Driver é uma experiência divertida, criativa e visualmente excelente, mas que poderia ter sido muito melhor com uma curva de dificuldade mais equilibrada. A Double Fine conseguiu transformar a rotina de um motorista de ônibus em uma comédia interativa cheia de situações absurdas. Gostei especialmente da maneira como as regras mudam, obrigando o jogador a fiscalizar os passageiros enquanto tenta dirigir. O resultado é uma combinação interessante de Crazy Taxi e Papers, Please, com aquele humor característico dos jogos do estúdio. A direção artística em preto e branco merece destaque. Os personagens parecem saídos de desenhos animados antigos, e a cidade possui uma personalidade que dificilmente encontraríamos em um simulador convencional. Os efeitos sonoros e as animações também contribuem para a sensação de estarmos participando de uma comédia completamente descontrolada. O maior problema é que o jogo exige atenção demais em determinados momentos. Precisamos dirigir rapidamente, consultar o mapa, observar os passageiros, acompanhar regras e ainda chegar aos destinos antes que o tempo termine. Quando tudo funciona, é maravilhoso. Quando não funciona, a sensação é de estar participando de um exame para motorista profissional organizado por um palhaço com problemas psicológicos. Também considero que a repetição aparece relativamente cedo, especialmente porque a estrutura das partidas não muda tanto quanto poderia. A ausência de português brasileiro é outra limitação, embora não impeça completamente a diversão. Por R$ 19,99 , encontro motivos suficientes para recomendar Thank You Bus Driver aos fãs de jogos arcade e experiências independentes malucas. Mas não é um jogo para quem procura tranquilidade. Na verdade, depois de algumas viagens, você provavelmente compreenderá por que motoristas de ônibus não costumam receber prêmios de simpatia. Minha nota é 7/10.

Com informações de GameHall.
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