SKULD mistura God of War e tower defense em batalhas após o Ragnarök
Eu sempre achei que as Valquírias deveriam receber algum tipo de férias depois do Ragnarök. Afinal, não deve ser nada fácil trabalhar em um universo onde deuses vivem discutindo, gigantes querem destruir tudo e criaturas sobrenaturais aparecem nos mo
Eu sempre achei que as Valquírias deveriam receber algum tipo de férias depois do Ragnarök. Afinal, não deve ser nada fácil trabalhar em um universo onde deuses vivem discutindo, gigantes querem destruir tudo e criaturas sobrenaturais aparecem nos momentos mais inconvenientes. Mas SKULD , da Super Monkey Studio, resolveu demonstrar que a aposentadoria ainda está muito distante. Nossa protagonista precisa enfrentar monstros, proteger os Nove Reinos e construir defesas enquanto distribui golpes em inimigos que aparentemente não aprenderam nada com o fim do mundo!
Previsto para chegar ao PC em 2027 , SKULD é um jogo independente que mistura ação em terceira pessoa com mecânicas de tower defense. A proposta é simples: precisamos defender determinadas regiões contra ondas de criaturas, utilizando tanto nossas habilidades de combate quanto torres estrategicamente posicionadas.
Tivemos contato com uma demonstração do projeto, que apresenta uma combinação curiosa de gêneros. É quase como se God of War encontrasse Orcs Must Die! durante uma reunião de emergência em Asgard.
Uma Valquíria contra as criaturas de Hela
A história acontece depois do Ragnarök, o grande conflito da mitologia nórdica que provocou a destruição de boa parte do mundo dos deuses.
Controlamos Skuld , uma das Nornas responsáveis pelo destino, que assume o papel de Valquíria para proteger os reinos ligados a Yggdrasil.
O problema é que Hela continua espalhando sua influência, enviando criaturas corrompidas para atacar aquilo que restou.
É uma premissa interessante porque utiliza personagens conhecidos da mitologia sem depender exclusivamente de Thor e Loki, que já aparecem em praticamente qualquer história envolvendo vikings.
Eu gosto especialmente da ideia de controlar alguém ligado ao destino. Imaginem possuir a capacidade de compreender os acontecimentos futuros e, mesmo assim, descobrir que precisamos colocar uma torre defensiva porque cinquenta monstros estão chegando!
Às vezes, nem conhecer o destino resolve todos os problemas.
O combate coloca a heroína no meio da confusão
A principal diferença de SKULD em relação aos tower defenses tradicionais é que não ficamos simplesmente observando os inimigos atravessarem o cenário.
A protagonista participa diretamente das batalhas, utilizando ataques corpo a corpo, movimentos rápidos e poderes divinos para enfrentar as criaturas.
Isso acrescenta uma camada de ação à experiência, aproximando o jogo de aventuras em terceira pessoa.
Enquanto nossas estruturas tentam impedir o avanço dos adversários, podemos ajudar nos pontos mais perigosos, enfrentando grupos de inimigos e procurando evitar que as defesas sejam ultrapassadas.
É uma mistura que me lembra Dungeon Defenders , especialmente pela maneira como construção e combate precisam trabalhar juntos.
Mas SKULD apresenta uma atmosfera mais sombria, com referências à mitologia nórdica e confrontos que procuram transmitir uma sensação de urgência.
O interessante é que não basta lutar bem. Se esquecermos completamente as torres, podemos acabar cercados por inimigos.
E eu já consigo imaginar a situação: Skuld derrotando monstros de maneira maravilhosa enquanto, alguns metros atrás, as criaturas atravessam tranquilamente uma passagem que ninguém resolveu proteger.
Odin provavelmente não ficaria muito impressionado com esse relatório!
Construir torres continua sendo essencial
Apesar do destaque dado ao combate, a estratégia permanece no centro de SKULD .
Precisamos posicionar torres, melhorar suas capacidades e descobrir maneiras eficientes de impedir o avanço das ondas inimigas.
Cada decisão influencia nossas possibilidades durante a batalha, especialmente quando vários adversários começam a aparecer simultaneamente.
Essa combinação entre ação e planejamento é bastante promissora porque cria duas responsabilidades diferentes.
De um lado, precisamos observar os caminhos e escolher como organizar as defesas. Do outro, devemos controlar a personagem e reagir rapidamente às ameaças.
É como participar de uma partida de xadrez enquanto alguém insiste em transformar todas as peças em monstros gigantes.
Eu adoro essa mistura, embora também considere importante que o jogo encontre um bom equilíbrio entre os dois sistemas.
Se as torres resolverem tudo sozinhas, o combate poderá perder importância. Mas, se a protagonista conseguir derrotar todos os inimigos facilmente, construir estruturas deixará de ser necessário.
Esse equilíbrio será um dos aspectos mais importantes da versão definitiva.
O que já sabemos sobre a recepção de SKULD?
Como SKULD ainda não foi lançado , não existem avaliações consolidadas de compradores na Steam nem uma nota disponível no Metacritic. A comunidade pública do projeto ainda é pequena, e não encontrei um volume confiável de análises independentes da demonstração que permita estabelecer um consenso. As informações disponíveis destacam principalmente a proposta de combinar ação em terceira pessoa, torres defensivas e mitologia nórdica, mas ainda será necessário acompanhar a recepção dos jogadores para avaliar aspectos como equilíbrio das batalhas, variedade de inimigos e qualidade dos controles. A demonstração pública está programada para 3 de novembro de 2026, enquanto o lançamento completo aparece previsto para 2027.
Veja o trailer.
Primeiras impressões: uma combinação interessante
SKULD apresenta uma proposta bastante simpática para quem gosta de ação e estratégia, principalmente porque procura colocar o jogador diretamente no meio das batalhas.
O universo nórdico combina bem com essa mistura de torres, criaturas sobrenaturais e poderes divinos. Também considero interessante a escolha de Skuld como protagonista, oferecendo uma perspectiva diferente daquela encontrada em tantas aventuras protagonizadas pelos deuses mais famosos.
O principal desafio da Super Monkey Studio será criar variedade suficiente para que os confrontos não se tornem repetitivos e garantir que a construção de torres e o combate continuem igualmente importantes.
Por enquanto, a proposta merece atenção, especialmente entre os fãs de Orcs Must Die! e Dungeon Defenders .
Agora, se me dão licença, vou procurar minha armadura, organizar algumas torres e preparar uma estratégia para enfrentar as criaturas de Hela.
Porque salvar os Nove Reinos parece uma missão bastante importante, meus queridos, mas alguém precisa explicar às Valquírias que trabalhar depois do fim do mundo deveria render, no mínimo, um adicional de horas extras!
Esta matéria contém link de afiliado: podemos receber comissão por compras feitas por ele, sem custo extra para você.