Economia

Exportações brasileiras para UE crescem 21%

Acordo entre Mercosul e União Europeia impulsiona exportações brasileiras.

Por Rafael Citario
Exportações brasileiras para UE crescem 21%
Foto: Amina Atar no Unsplash

As exportações brasileiras para a União Europeia registraram um crescimento de 21% nos cinco primeiros meses de aplicação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas realizadas entre maio e setembro de 2026 foram comparadas com as do mesmo período do ano passado, mostrando um aumento significativo.

Contexto

O acordo entre Mercosul e União Europeia começou a ser negociado em 1999 e se estendeu por mais de 25 anos. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro de 2026, e a aplicação provisória das disposições comerciais começou em 1º de maio. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas e estabelece regras para ampliar o comércio entre os dois blocos.

Destaques

Entre os produtos que registraram as maiores altas estão abacates frescos, com um aumento de 421%, mel, com um aumento de 367%, e óleo de milho, com um aumento de 266%. Outros produtos que também registraram aumentos significativos foram ferrossilício-manganês, alumínio em bruto, óleos combustíveis, etanol, óleo essencial de laranja e maçãs frescas.

Perspectivas

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, os primeiros resultados mostram a abertura de oportunidades para produtos brasileiros no mercado europeu. Ela afirmou que o governo trabalha para divulgar as novas condições comerciais e apoiar empresas interessadas em exportar. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que o acordo cria condições para o Brasil agregar valor à produção e ampliar sua participação no comércio mundial.

Impacto

A União Europeia está entre os principais parceiros comerciais do Brasil, e o governo avalia que a ampliação do acesso ao mercado europeu pode aumentar as exportações, diversificar os destinos dos produtos brasileiros e abrir espaço para novas empresas no comércio internacional. Com a aplicação provisória do acordo, as empresas brasileiras precisam cumprir as exigências estabelecidas para cada produto para ter acesso às condições previstas.

Com informações de g1 > Economia.
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