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Eleições nos EUA: Baixa Popularidade de Trump

A baixa popularidade do presidente Donald Trump pode influenciar as eleições de meio de mandato nos EUA.

Por Rafael Citario
Eleições nos EUA: Baixa Popularidade de Trump
Foto: Donald Trump — Wikipédia/Wikimedia Commons

A votação antecipada nos Estados Unidos está em curso, e as eleições de meio de mandato estão próximas. Muitos eleitores expressam ansiedade e descrevem a sensação de que a América que conheciam está sumindo. Eles citam a percepção de ilegalidade entre políticos, a influência de bilionários e, especialmente, o impacto do custo de vida, com a gasolina no centro das queixas.

Contexto

As eleições de meio de mandato nos EUA são importantes porque todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado estarão em disputa. O Partido Republicano, que controla as duas Casas, está pressionado pela baixa popularidade do presidente Donald Trump. De acordo com o Commerzbank, a aprovação do mandatário está em 38%, com 60% de desaprovação, resultando em saldo líquido de -22%. A inflação é um fator decisivo, e as políticas de Trump, como tarifas e a guerra com o Irã, ajudaram a reacender pressões inflacionárias.

Análise

As pesquisas indicam risco elevado para os republicanos, especialmente na Câmara. Historicamente, o partido do presidente costuma perder cadeiras na Câmara em eleições de meio de mandato. Com uma maioria republicana estreita de quatro assentos, levantamentos sugerem que os democratas podem ganhar ao menos 20 cadeiras e assumir o controle da casa. No Senado, a disputa também apertou para os republicanos nas últimas semanas, inclusive com sinais de virada no Texas, tradicional reduto conservador.

Consequências

Se os democratas vencerem, podem pressionar o dólar, uma vez que provavelmente levaria a um impasse em relação ao teto da dívida, a uma paralisação prolongada do governo no próximo ano e poderia incentivar Trump a adotar uma agenda de política externa ainda mais intervencionista. Além disso, o Commerzbank alerta para o risco de shutdown, já que o financiamento do governo vai apenas até 11 de dezembro. O banco também menciona a possibilidade de contestação dos resultados, com ondas de ações judiciais e protestos, o que poderia afetar a confiança institucional.

FONTE: InfoMoney

Com informações de InfoMoney.
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