Saúde

Casca de Frutas e Vegetais é Rica em Fibras

Estudo revela que cascas e sementes de frutas e vegetais são mais ricas em fibras do que a polpa.

Por Rafael Citario
Casca de Frutas e Vegetais é Rica em Fibras
Foto: Anna Pelzer no Unsplash

Um estudo recente realizado pelo King's College London descobriu que as cascas, sementes e talos de frutas e vegetais são mais ricos em fibras do que a polpa. A pesquisa, publicada no International Journal of Food Sciences and Nutrition, analisou 12 alimentos e constatou que 10 deles tinham maior teor de fibras nas partes geralmente descartadas.


A pesquisa começou com a análise do teor de fibras de 12 frutas e vegetais, incluindo abóbora, kiwi, melancia, brócolis, pimentão, abacaxi, alho-poró, funcho, couve, aipo, couve-flor e beterraba. Os resultados mostraram que, em 10 dos 12 alimentos, as partes não consumidas apresentavam maior teor de fibras. A casca e o miolo do abacaxi, por exemplo, tinham cerca de 450% mais fibras do que a polpa da fruta.


Aproveitar essas partes em uma alimentação "da raiz à ponta" poderia aumentar significativamente o consumo de fibras da população. Isso é especialmente importante considerando que grande parte das pessoas não ingere a quantidade diária recomendada de fibras. Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), 68% dos brasileiros têm um consumo insuficiente de fibras.


Os pesquisadores defendem a possibilidade de aproveitar essas partes em receitas, ralá-las, triturá-las, assá-las e utilizar outros métodos de preparo. Além dos possíveis benefícios nutricionais, essa prática também poderia reduzir o desperdício de alimentos e, no caso dos restaurantes, diminuir os custos das cozinhas. De acordo com os autores, "esses resultados sugerem que o consumo 'da raiz à ponta' pode favorecer uma maior ingestão de fibras alimentares e, ao mesmo tempo, reduzir o desperdício de alimentos".


A pesquisa sugere que mudanças simples na forma como preparamos e consumimos frutas e vegetais podem ter um impacto significativo na nossa saúde e no meio ambiente. Ao aproveitar as partes geralmente descartadas, podemos aumentar o consumo de fibras e reduzir o desperdício de alimentos, contribuindo para uma alimentação mais saudável e sustentável.

FONTE: Super

Com informações de Super.
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