Estudo investiga ligação entre relógio biológico e subtipo de depressão
Pesquisa da Universidade de Sydney identifica possível subtipo de depressão associado ao relógio biológico.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, identificou evidências de um possível subtipo de depressão associado ao relógio biológico. De acordo com a pesquisa, publicada na revista científica The British Journal of Psychiatry, essa condição, chamada de depressão circadiana, pode estar presente em aproximadamente uma a cada quatro pessoas com depressão grave, recorrente ou persistente.
A pesquisa utilizou dados clínicos e genéticos de 11.380 participantes de uma pesquisa nacional australiana sobre depressão. Entre eles, 2.604 pessoas, cerca de 23%, preencheram os critérios propostos para o possível subtipo. Os resultados indicaram que os participantes classificados nesse grupo apresentavam sintomas depressivos mais intensos, além de início mais precoce da doença e maior número de episódios depressivos.
Resultados da pesquisa
A equipe também encontrou associações com maior frequência de pensamentos ou comportamentos suicidas e com algumas características semelhantes às observadas em quadros de hipomania ou sintomas psicóticos. Além disso, os pesquisadores identificaram relações genéticas com condições como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, ansiedade e transtorno bipolar.
Importância do estudo
O estudo é importante porque pode ajudar a entender melhor a depressão e a desenvolver tratamentos mais eficazes para esse subtipo de depressão. Além disso, a identificação de um possível subtipo de depressão associado ao relógio biológico pode ajudar a explicar por que alguns pacientes não respondem bem a tratamentos convencionais. Mais pesquisas são necessárias para confirmar os resultados e entender melhor as implicações clínicas da depressão circadiana.
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