Brasil usa assinatura química para combater madeira ilegal
Pesquisa usa assinatura química das árvores para identificar madeira ilegal.
Uma pesquisa inovadora está sendo desenvolvida no Brasil para combater o comércio ilegal de madeira. A ideia é usar a assinatura química das árvores para identificar a espécie e a origem da madeira. Segundo Maíra Fasciotti, pesquisadora da Divisão de Metrologia Química do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a madeira é um material único e valioso, e a perda de árvores pode ter consequências graves para a biodiversidade.
Contexto
O Brasil é o país com a maior biodiversidade do planeta, e a madeira é um material extremamente valioso. No entanto, a exploração desenfreada de árvores tem levado a uma redução significativa de suas populações. A pesquisa desenvolvida pelo Inmetro visa criar uma ferramenta para identificar a espécie e a origem da madeira, o que pode ajudar a combater o comércio ilegal.
A assinatura química
A assinatura química das árvores é única e pode ser usada para identificar a espécie e a origem da madeira. A pesquisa utilizou uma técnica chamada espectrometria de massas para analisar as madeiras de mogno, cedro, andiroba e jatobá. O modelo desenvolvido alcançou aproximadamente 95% de acerto na validação cruzada e 100% de acerto em um teste cego.
Aplicação prática
A pesquisa tem um grande potencial para ser aplicada em postos de fiscalização, como portos, aeroportos e bases policiais. O equipamento utilizado é menor e mais simples do que os atualmente utilizados, e pode ser operado com preparação mínima de amostras e classificação automatizada. Isso pode ajudar a combater o comércio ilegal de madeira e proteger a biodiversidade do Brasil.
Soberania científica
A pesquisa também tem uma dimensão de soberania nacional, pois desenvolver métodos e bancos de referência capazes de analisar materiais relacionados à biodiversidade brasileira significa ampliar a capacidade do país de produzir evidências sobre seu patrimônio natural. A colaboração científica entre instituições também é fundamental para o desenvolvimento de pesquisas como essa.
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