Anfíbio Marinho Fóssil Descoberto
Paleontólogos descobrem o primeiro anfíbio que viveu exclusivamente no mar.

Uma descoberta revolucionária na China revelou esqueletos fossilizados de um anfíbio marinho que viveu há 237 milhões de anos. O Gerrothorax maritimus, com cerca de 74 centímetros de comprimento e corpo achatado, coberto por escamas duras semelhantes a uma armadura, desafia o conhecimento atual sobre a capacidade de anfíbios viverem em água salgada.
Essa descoberta é importante porque os anfíbios são conhecidos por transitar entre dois mundos, vivendo tanto na terra quanto na água em diferentes fases da vida. No entanto, nenhuma espécie atual é conhecida por viver exclusivamente em um ambiente marinho. A descoberta do Gerrothorax maritimus pode mudar essa compreensão e redefinir a evolução do grupo.
De acordo com Steve Brusatte, paleontólogo que não participou do estudo, "se esse anfíbio do período Triássico era realmente totalmente marinho, então isso muda tudo". Isso significa que cientistas precisam repensar a forma como os anfíbios modernos se adaptaram à vida na terra e na água doce.
A característica que permitiu que o Gerrothorax maritimus vivesse em águas salgadas foi sua couraça óssea, que protegeu o animal de predadores em ambientes de água doce e também serviu para a água do mar. A couraça teria impedido a absorção de água salgada pela pele, forçando o animal a ingerir a água do mar pela boca e, em seguida, filtrar o sal por meio de suas brânquias.
A análise anatômica sugere que o parente mais próximo do Gerrothorax maritimus é o Gerrothorax pulcherrimus, um anfíbio extinto que também viveu durante o período Triássico. No entanto, o Gerrothorax pulcherrimus vivia apenas em água doce. A descoberta do Gerrothorax maritimus levou os pesquisadores a concluir que o estilo de vida marinho do animal foi um acaso evolutivo.
A equipe de pesquisadores também analisou os isótopos do animal, com o objetivo de descobrir o que comia e onde vivia. A análise revelou que os níveis encontrados nos ossos do Gerrothorax maritimus coincidiam com os da água do mar do Triássico, o que sugere que as criaturas "cresceram bebendo água do mar". Essa descoberta é importante para entender a evolução dos anfíbios e como eles se adaptaram à vida em diferentes ambientes.
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