Ubisoft desistiu dos remakes de Assassin’s Creed?
Apesar do sucesso comercial de Black Flag Resynced, Ubisoft confirma que não possui outros remakes de Assassin’s Creed em desenvolvimento ativo. Entenda o que a declaração significa para Altaïr, Ezio, Hexe e o futuro da franquia. Meus amigos, e
Apesar do sucesso comercial de Black Flag Resynced, Ubisoft confirma que não possui outros remakes de Assassin’s Creed em desenvolvimento ativo. Entenda o que a declaração significa para Altaïr, Ezio, Hexe e o futuro da franquia.
Meus amigos, existe uma coisa que aprendi acompanhando a Ubisoft desde os tempos em que Prince of Persia era um sujeito formado por meia dúzia de animações extraordinárias: quando a empresa anuncia uma mudança de estratégia, é melhor prestar atenção nas palavras utilizadas. Principalmente porque, às vezes, uma frase aparentemente simples consegue esconder mais possibilidades do que uma sala cheia de portas secretas em Assassin’s Creed.
Foi exatamente isso que aconteceu em 29 de outubro de 2026 , quando a Ubisoft publicou uma atualização oficial sobre o futuro de sua franquia de assassinos encapuzados.
Depois de lançar Assassin’s Creed Black Flag Resynced , remake de um dos jogos mais queridos da série, a editora confirmou que não possui nenhum outro remake de Assassin’s Creed em desenvolvimento ativo .
À primeira vista, parece uma decisão estranha. Afinal, a reconstrução da aventura de Edward Kenway estreou em julho, conquistou boa recepção e ultrapassou três milhões de cópias vendidas em apenas uma semana, segundo os números divulgados pela própria companhia.
O remake funcionou. O público apareceu. O dinheiro entrou.
E a resposta da Ubisoft foi anunciar que não existe outro remake sendo produzido.
PARABÉNS, UBISOFT! VOCÊS CONSEGUIRAM DESCOBRIR QUE OS JOGADORES QUEREM REVISITAR OS CLÁSSICOS, VENDER MILHÕES DE CÓPIAS E, LOGO DEPOIS, INFORMAR QUE A MÁQUINA DE REMAKES ESTÁ TEMPORARIAMENTE DESLIGADA!
Mas seria precipitado concluir que a empresa abandonou a ideia. Quando examinamos o comunicado completo, os resultados comerciais e os projetos que continuam em desenvolvimento, encontramos uma situação mais interessante do que a manchete sugere.
O que a Ubisoft realmente afirmou sobre novos remakes?
A declaração foi apresentada por Jean Guesdon , chefe de conteúdo de Assassin’s Creed, durante uma atualização sobre os rumos da franquia.
A empresa explicou que, depois de Black Flag Resynced, suas equipes estão concentradas em novos capítulos, incluindo projetos ainda não anunciados, com cenários e histórias inéditos.
Em seguida, acrescentou que continuará estudando oportunidades para recuperar títulos antigos.
Essa segunda parte é fundamental.
A Ubisoft não afirmou que nunca mais fará remakes . Também não anunciou uma proibição interna, o encerramento de uma divisão especializada ou o abandono definitivo de jogos clássicos.
Ela declarou que não existe outro remake em desenvolvimento ativo neste momento.
São situações diferentes.
Uma empresa pode avaliar propostas, realizar estudos de viabilidade, discutir conceitos e decidir quais projetos serão aprovados no futuro sem que isso signifique possuir um jogo efetivamente em produção.
Mas precisamos tomar cuidado com o raciocínio inverso: a declaração também não comprova que existe um remake secreto esperando apenas autorização para começar.
Não há informação pública suficiente para afirmar isso.
O que temos é uma posição oficial sobre o presente, acompanhada de uma porta aberta para o futuro.
E, considerando que estamos falando de uma franquia cuja frase mais famosa é “Nada é verdade. Tudo é permitido”, chega a ser engraçado perceber que até seus comunicados exigem uma investigação cuidadosa.
Black Flag Resynced vendeu mais de 3 milhões. Então por que parar?
Os números tornam a decisão especialmente curiosa.
Assassin’s Creed Black Flag Resynced foi lançado em 9 de julho de 2026 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
A produção foi liderada pela Ubisoft Singapore, responsável por reconstruir o clássico de 2013 utilizando uma versão moderna da tecnologia Anvil.
O remake apresentou melhorias gráficas, alterações no combate, ajustes de furtividade, parkour aprimorado, sistemas navais revisados e conteúdo narrativo adicional.
Era uma oportunidade de retornar ao Caribe na companhia de Edward Kenway, Barba Negra e outros personagens históricos, agora com uma apresentação mais moderna.
E o público respondeu rapidamente.
Em seu primeiro dia, o jogo vendeu dois milhões de cópias . Uma semana depois, já havia ultrapassado três milhões .
São números oficialmente divulgados pela Ubisoft, não estimativas produzidas por plataformas de monitoramento.
Isso não significa que conhecemos o lucro líquido do projeto. Para calcular sua rentabilidade, precisaríamos saber quanto custaram o desenvolvimento, o marketing, a distribuição e o suporte posterior.
Esses valores não foram detalhados publicamente.
Mas a própria empresa descreveu a recepção como positiva e demonstrou satisfação com o trabalho realizado.
Portanto, não existe fundamento para afirmar que o remake fracassou e, por isso, a companhia desistiu de produzir outros.
A pergunta correta é outra: por que a Ubisoft decidiu priorizar novos projetos mesmo depois de demonstrar que existe demanda comercial por remakes?
A resposta completa não foi divulgada. Entretanto, o comunicado oferece pistas sobre as prioridades declaradas da empresa.
A Ubisoft quer recuperar a identidade de Assassin’s Creed
Antes de abordar os próximos jogos, Jean Guesdon explicou que a Ubisoft reorganizou a liderança da franquia.
Uma nova equipe, comandada por Martin Schelling , passou a trabalhar na estratégia de longo prazo, buscando estabelecer uma visão mais consistente para Assassin’s Creed.
O grupo também analisou pesquisas realizadas com jogadores em março de 2026.
Segundo a empresa, três preocupações apareceram com frequência: preservar a identidade da série, construir uma narrativa mais coerente e melhorar a comunicação com a comunidade.
São questões que fazem bastante sentido.
Assassin’s Creed nasceu em 2007 com uma proposta muito particular. O jogador assumia o papel de Altaïr Ibn-La’Ahad, explorando cidades históricas e realizando assassinatos em meio a uma conspiração envolvendo Assassinos e Templários.
O primeiro jogo não era perfeito. Suas missões podiam se tornar repetitivas, e a estrutura exigia uma paciência considerável.
Mas havia uma identidade muito clara.
Você investigava alvos, utilizava parkour para atravessar cidades e procurava uma maneira eficiente de eliminar adversários sem transformar cada missão em uma guerra.
Depois vieram os jogos de Ezio Auditore, que ampliaram a narrativa, os personagens e as possibilidades de exploração.
Com o passar dos anos, a franquia incorporou sistemas de RPG, mapas gigantescos, equipamentos de diferentes raridades e estruturas cada vez mais complexas.
Algumas mudanças funcionaram maravilhosamente bem. Outras dividiram os fãs.
O resultado foi uma série que passou por transformações enormes, nem sempre acompanhadas de uma direção narrativa igualmente consistente.
Quando a Ubisoft afirma que deseja recuperar seus pilares, está reconhecendo publicamente uma preocupação que parte da comunidade manifesta há bastante tempo.
Isso não significa que os jogos recentes sejam necessariamente ruins.
Significa que a empresa considera importante estabelecer uma identidade mais clara para seus próximos projetos.
O primeiro Assassin’s Creed merece um remake?
Aqui entramos em uma discussão que considero particularmente interessante.
Se existe um episódio que poderia se beneficiar enormemente de uma reconstrução moderna, é justamente o Assassin’s Creed original, lançado em 2007 .
Na época, o jogo impressionava pela movimentação de Altaïr, pela escala das cidades e pela ideia de explorar ambientes históricos com liberdade tridimensional.
Lembro de como era extraordinário observar os personagens caminhando pelas ruas enquanto nosso protagonista escalava construções e procurava caminhos alternativos pelos telhados.
Era uma evolução impressionante em relação à experiência de muitos jogos de ação anteriores.
Mas também existiam limitações bastante evidentes.
As investigações seguiam padrões repetitivos, algumas atividades pareciam existir apenas para prolongar a campanha e o ritmo narrativo podia se tornar cansativo.
Uma reconstrução moderna teria a oportunidade de preservar o clima histórico, o parkour e a estrutura de assassinatos enquanto reformulava elementos que envelheceram.
É uma possibilidade criativa interessante.
Mas, até 30 de outubro de 2026, a Ubisoft não anunciou um remake do primeiro Assassin’s Creed .
Também não existe confirmação oficial de uma reconstrução de Assassin’s Creed II, Brotherhood ou Revelations.
Portanto, seria um erro transformar o desejo dos fãs em uma produção confirmada.
Gostar da ideia de revisitar Altaïr não significa que exista uma equipe desenvolvendo o projeto.
Infelizmente, a Lâmina Oculta ainda não possui a capacidade de transformar especulações em anúncios oficiais.
Os rumores antigos de remakes foram desmentidos?
Antes do comunicado, diferentes reportagens e comentários de bastidores sugeriam que a Ubisoft avaliava outras reconstruções da franquia.
Algumas dessas informações apontavam para projetos que poderiam avançar dependendo do desempenho comercial de Black Flag Resynced.
Outras mencionavam possíveis remakes previstos para os próximos anos.
A declaração oficial muda a maneira como devemos interpretar esses relatos.
Agora sabemos que não existe outro remake em desenvolvimento ativo, segundo a Ubisoft .
Isso contradiz qualquer versão do rumor que afirme haver, neste momento, uma reconstrução oficialmente em produção dentro das equipes da franquia.
Mas não esclarece completamente o que aconteceu nos bastidores.
Um projeto pode ter sido discutido e não aprovado. Pode ter passado por estudos preliminares. Pode ter sido adiado. Também é possível que determinadas informações divulgadas anteriormente estivessem simplesmente incorretas.
Sem documentos internos, declarações adicionais ou evidências verificáveis, não temos como determinar qual dessas possibilidades corresponde à realidade.
Portanto, não seria correto afirmar que a Ubisoft cancelou vários remakes secretos .
Para dizer que um projeto foi cancelado, primeiro precisaríamos demonstrar que ele realmente existiu e alcançou algum estágio concreto de desenvolvimento.
A empresa não forneceu essa confirmação.
É justamente aqui que uma investigação precisa ser mais rigorosa do que a discussão habitual nas redes sociais.
Uma coisa é saber que determinado jogo não está sendo produzido.
Outra, completamente diferente, é afirmar que ele foi produzido, interrompido e descartado por alguma decisão interna.
Essa segunda história exigiria provas que ainda não temos.
Hexe pode revelar a verdadeira ambição da Ubisoft
Enquanto os remakes permanecem fora da produção ativa, a Ubisoft continua desenvolvendo Assassin’s Creed Codename Hexe .
O projeto promete uma experiência mais sombria dentro da franquia, mas vários detalhes permanecem secretos.
Jean Guesdon afirmou que a produção está avançando, embora ainda exista bastante trabalho pela frente.
A próxima atualização importante está prevista para 2027 .
Atenção ao detalhe: isso não significa que Hexe será lançado em 2027.
A Ubisoft confirmou apenas que pretende compartilhar novas informações naquele ano.
A diferença parece pequena, mas é fundamental para não transformar uma promessa de apresentação em uma janela de lançamento inexistente.
O conceito de Hexe desperta curiosidade porque Assassin’s Creed sempre possuiu elementos que poderiam funcionar muito bem em histórias mais sombrias.
Conspirações, sociedades secretas, perseguições políticas, conflitos religiosos e personagens tentando sobreviver em períodos históricos turbulentos fazem parte da identidade da série.
Uma aventura que explore esses aspectos com mais intensidade poderia oferecer algo bastante diferente das produções recentes.
Mas, por enquanto, não devemos apresentar rumores sobre protagonistas, períodos históricos ou sistemas de combate como informações oficiais.
A Ubisoft ainda está preservando boa parte do projeto em segredo.
Invictus mostra que a empresa não abandonou as apostas multiplayer
Outro projeto confirmado é Assassin’s Creed Codename Invictus , experiência focada em multiplayer competitivo.
A Ubisoft revelou que centenas de participantes experimentaram um protótipo inicial durante uma sessão privada do programa Insiders.
Segundo a empresa, a recepção foi positiva, especialmente em relação ao parkour, à verticalidade dos mapas e à possibilidade de controlar personagens diferentes da franquia.
Mas os participantes também apontaram que o jogo precisava representar melhor os fundamentos de Assassin’s Creed.
A desenvolvedora afirmou que utilizou essas opiniões para modificar a direção do projeto.
É uma informação interessante porque demonstra que Invictus continua sendo desenvolvido, mas ainda passa por ajustes significativos.
Não sabemos se o resultado será uma experiência competitiva capaz de conquistar um público duradouro.
Também não temos dados públicos suficientes para avaliar seu orçamento, modelo de monetização ou previsão de lançamento.
Mas a presença do projeto ajuda a compreender a estratégia declarada pela Ubisoft: a empresa pretende oferecer diferentes tipos de Assassin’s Creed, e não simplesmente uma sucessão de grandes aventuras individuais.
Isso não significa que o multiplayer substituiu os remakes.
A companhia não estabeleceu publicamente uma relação direta entre essas decisões.
O que podemos afirmar é que Invictus está ativo, enquanto novos remakes não estão.
É uma distinção importante.
Black Flag Resynced também chegou ao fim de seu ciclo principal
Outro detalhe do comunicado merece atenção.
A Ubisoft confirmou que Black Flag Resynced recebeu sua última grande atualização planejada .
O pacote acrescentou Novo Jogo+, Modo Pesadelo, recompensas, finalizadores, personalizações e outros recursos solicitados pelos jogadores.
A empresa ainda pretende oferecer melhorias de qualidade de vida, mas declarou que não possui planos atuais para novos conteúdos principais.
Portanto, o remake já passou por seu lançamento, recebeu suporte posterior e concluiu a etapa mais importante de seu planejamento de conteúdo.
Isso torna ainda mais interessante a ausência de outro remake em produção ativa.
Se a Ubisoft pretendesse manter um calendário contínuo de reconstruções, seria razoável imaginar algum tipo de sobreposição entre os projetos.
Mas não temos informações suficientes para afirmar que a empresa deveria ou poderia ter organizado sua produção dessa maneira.
Os custos de equipes, tecnologia e desenvolvimento não foram apresentados publicamente em detalhes.
Assim, a ausência de um sucessor imediato é um fato; a ideia de que isso representa um erro financeiro comprovado é uma interpretação que não podemos sustentar apenas com os dados disponíveis.
O máximo que podemos dizer é que existe demanda demonstrada pelo público e que a Ubisoft, neste momento, está priorizando outras iniciativas.
Até Valhalla ganhou uma novidade que parecia impossível
O comunicado também trouxe uma surpresa para quem acompanha Assassin’s Creed Valhalla .
A Ubisoft anunciou que o jogo ultrapassou 40 milhões de jogadores e receberá o aguardado modo Novo Jogo+ em 5 de novembro de 2026 .
O recurso permitirá reiniciar a aventura de Eivor preservando parte importante da progressão, com ajustes específicos de dificuldade e sistemas adicionais de equipamentos.
É uma novidade interessante porque Valhalla foi lançado em 2020 e, durante anos, muitos jogadores pediram a possibilidade de começar novamente sem abandonar completamente seus equipamentos e habilidades.
A atualização também acrescentará novos recursos e recompensas, incluindo opções relacionadas a itens de qualidade Divina.
Mas existe um detalhe que merece atenção: 40 milhões de jogadores não significa 40 milhões de cópias vendidas .
A estatística representa o público alcançado pelo jogo, e não necessariamente unidades comercializadas individualmente.
Isso pode incluir diferentes formas de acesso, dependendo dos serviços e ofertas disponibilizados ao longo dos anos.
É importante distinguir essas métricas, especialmente quando estamos comparando o desempenho comercial de diferentes produções.
De qualquer maneira, a atualização demonstra que a Ubisoft continua trabalhando para manter alguns títulos antigos relevantes.
E isso reforça uma conclusão: o estúdio não abandonou seu catálogo histórico.
A estratégia atual simplesmente não inclui outro remake em desenvolvimento ativo.
O que a Ubisoft está tentando construir para os próximos anos?
Ao reunir as informações oficiais, encontramos uma estratégia relativamente clara.
A empresa está reorganizando a liderança de Assassin’s Creed, procurando estabelecer uma identidade mais consistente e trabalhando em diferentes experiências.
Hexe representa a aposta em uma aventura de tom mais sombrio.
Invictus procura desenvolver uma vertente multiplayer competitiva.
Existem também projetos não anunciados, descritos pela própria Ubisoft como histórias ambientadas em novos cenários.
Ao mesmo tempo, jogos existentes continuam recebendo atualizações, e a companhia mantém aberta a possibilidade de recuperar clássicos no futuro.
Isso não é uma lista de promessas de lançamento.
É um panorama das prioridades que a empresa escolheu divulgar.
Não podemos afirmar que a decisão foi motivada por cortes orçamentários específicos, pressão de investidores ou cancelamentos secretos sem documentação que estabeleça essas relações.
Também não seria correto concluir que o sucesso de Black Flag Resynced foi considerado irrelevante.
A própria Ubisoft comemorou seus resultados e destacou o aprendizado obtido durante o desenvolvimento.
A questão parece estar menos relacionada a uma rejeição do passado e mais à decisão de concentrar a produção ativa em novos projetos.
Mas isso é uma interpretação baseada no comunicado, não uma explicação financeira confirmada pela empresa.
Conclusão: os remakes não morreram, mas a Ubisoft quer olhar para a frente
Depois de examinar o comunicado original, os números comerciais de Black Flag Resynced e o estado dos projetos anunciados, a conclusão é bastante objetiva.
A Ubisoft não possui outro remake de Assassin’s Creed em desenvolvimento ativo até 30 de outubro de 2026.
Essa é a informação confirmada.
Não significa que o primeiro Assassin’s Creed nunca será reconstruído. Não confirma o cancelamento de um projeto secreto de Ezio. Também não estabelece que Black Flag Resynced fracassou comercialmente.
Pelo contrário, a reconstrução da aventura de Edward Kenway vendeu mais de três milhões de cópias em uma semana e recebeu uma avaliação positiva da própria editora.
Mesmo assim, a companhia está direcionando suas equipes para novas histórias e projetos como Hexe e Invictus.
É uma escolha empresarial que podemos discutir, especialmente considerando o potencial de revisitar clássicos com tecnologias modernas.
Eu gostaria muito de ver o primeiro Assassin’s Creed reconstruído com cidades mais detalhadas, missões reformuladas e uma estrutura que preservasse sua atmosfera original sem repetir todos os problemas de 2007.
Também seria interessante revisitar a história de Ezio Auditore com sistemas atualizados e uma apresentação visual capaz de fazer justiça à Itália renascentista.
Mas existe algo igualmente importante em permitir que uma franquia apresente ideias novas.
Assassin’s Creed não pode sobreviver eternamente apenas reconstruindo aventuras antigas.
Precisa encontrar maneiras de evoluir sem esquecer o que tornou seus primeiros jogos especiais.
Talvez seja justamente esse o desafio que a nova liderança pretende enfrentar.
O problema é que, depois de tantos anos de mudanças, parte do público já aprendeu a desconfiar das promessas corporativas.
Principalmente quando a empresa anuncia uma estratégia de longo prazo sem apresentar muitos detalhes sobre os jogos que deverão sustentá-la.
PARABÉNS, UBISOFT! VOCÊS CONSEGUIRAM FAZER UM REMAKE DE PIRATAS VENDER MILHÕES, DEIXAR OS FÃS SONHANDO COM ALTAÏR E EZIO E, EM SEGUIDA, ANUNCIAR QUE O PRÓXIMO ASSASSINO A RECEBER UMA RECONSTRUÇÃO COMPLETA AINDA NÃO FOI ESCOLHIDO. NEM O ANIMUS CONSEGUE MOSTRAR O QUE VOCÊS PRETENDEM FAZER!
Por enquanto, resta acompanhar os próximos anúncios.
Hexe deverá receber novas informações em 2027, Invictus continua em desenvolvimento e outros projetos permanecem secretos.
Quanto aos remakes, a porta está aberta.
Mas ninguém atravessou.
E, conhecendo Assassin’s Creed, talvez seja melhor verificar os telhados antes de concluir que não existe ninguém por perto.