Protestos na França
Mais de 560 prisões em protestos contra custo de vida e educação.

Um terceiro final de semana consecutivo de manifestações contra o custo de vida e as condições da educação na França resultou em mais de 560 prisões em todo o país. De acordo com estimativas do governo, cerca de 320 mil pessoas participaram dos protestos, um número abaixo dos registrados em semanas anteriores.
Contexto
Os protestos começaram em setembro, liderados por estudantes do ensino médio insatisfeitos com a deterioração das escolas, a falta de professores e o sistema de admissão às universidades. Posteriormente, sindicatos e outros grupos críticos ao governo do presidente Emmanuel Macron aderiram às manifestações. A mobilização alcançou também outros países europeus, como a Alemanha e Portugal, onde houve protestos contra a crise habitacional.
Confrontos
As manifestações foram majoritariamente pacíficas, mas terminaram em confrontos isolados em Paris e outras cidades. Na capital, manifestantes lançaram garrafas de vidro e fogos de artifício contra policiais, e as forças de segurança responderam com granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Cerca de 70 mil policiais foram mobilizados em todo o país para lidar com os protestos.
Medidas de segurança
As autoridades restringiram o acesso a áreas como Place de la République e Les Halles em Paris, das 23 às 6 horas, no sábado e no domingo, após o ministro do Interior, Laurent Nuñez, alertar para um risco "muito elevado" de distúrbios, especialmente durante a noite de Halloween. A polícia de choque avançou para dispersar pequenos grupos de agitadores no final da marcha em Paris, lançou gás lacrimogêneo em Lyon e em Toulouse.
Esta matéria contém link de afiliado: podemos receber comissão por compras feitas por ele, sem custo extra para você.