Vazamento expõe dados de 40 mil servidores do governo dos EUA
Dados de 40 mil servidores do governo dos EUA foram expostos na internet após invasão no sistema de autenticação Okta.
Um vazamento de dados expôs informações pessoais de mais de 40 mil funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS). A invasão no sistema de autenticação Okta utilizada pelo órgão federal resultou na exposição de nomes, cargos e contatos profissionais, incluindo e-mails, telefones corporativos e locais de trabalho.
O caso veio à tona após apuração do veículo de tecnologia TechCrunch e do coletivo de transparência DDoSecrets, que confirmaram a exposição de registros obtidos via invasão. Segundo a pesquisadora maia arson crimew, o conjunto de dados é "massivo em termos de tamanho e impacto" e facilita a identificação de agentes e suas linhas de comando.
A atividade hacker responsável pela invasão, o "Department of Peace", afirmou que "eles têm nossas informações, então é justo que tenhamos as deles". A base de dados revelou detalhes sobre o acesso de funcionários a ferramentas de vigilância, aplicativos de inteligência artificial e plataformas tecnológicas ligadas a empresas privadas.
Repercussão e investigações
A repercussão do caso atinge o governo norte-americano em meio a protestos populares e pressão de parlamentares no Congresso contra operações violentas de deportação. O DHS afirmou que está ciente de uma potencial violação e trabalha ativamente para resolver a situação de forma rápida e eficaz. Já o sistema de autenticação invadido, Okta, garantiu que não tem evidências de que seus dados ou sistemas tenham sido comprometidos.
Ferramentas e contratos sob escrutínio
Além de expor a identidade de agentes federais, a base de dados revelou detalhes sobre o acesso de funcionários a ferramentas de vigilância e plataformas tecnológicas ligadas a empresas privadas. Companhias como Palantir, AT&T e Deloitte mantêm contratos milionários com o ICE para suporte de dados, investigações e telecomunicações.
Pesquisadores de privacidade e defensores da transparência pública identificaram que a exposição de e-mails e telefones diretos facilita o rastreamento da cadeia de comando da administração federal. Entidades de direitos civis, como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), e jornalistas investigativos avaliam que o vazamento servirá de base para questionamentos judiciais e novos pedidos de transparência.
FONTE: Novidades do TecMundo | Estadão
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