Tecnologia

Itaú Investe R$ 3 Bilhões em Startup de Inteligência Artificial

O Itaú Unibanco investiu R$ 3 bilhões na startup de inteligência artificial NeoSpace.

Por Rafael Citario
Itaú Investe R$ 3 Bilhões em Startup de Inteligência Artificial
Foto: Igor Omilaev no Unsplash

O Itaú Unibanco deu um passo importante em sua estratégia de transformação digital com a aquisição da startup de inteligência artificial NeoSpace por R$ 3 bilhões. Segundo o CIO do Itaú, Ricardo Guerra, o objetivo é criar um "ChatGPT financeiro" que permita aos clientes interagir com o banco de forma mais eficaz e personalizada.

A NeoSpace foi fundada em 2023 por Bruno Pierobon, um empreendedor mineiro que já havia vendido sua startup anterior, a Zup, para o Itaú em 2019. A startup desenvolve modelos de inteligência artificial avançados e tem um time de 80 pesquisadores especializados em AI. O Itaú já havia investido US$ 15 milhões na NeoSpace em 2025 e decidiu comprar a startup inteira para dominar a tecnologia e melhorar sua modelagem de crédito e prevenção de fraudes.

Contexto

A aquisição da NeoSpace é um passo importante para o Itaú em sua estratégia de transformação digital. O banco busca criar um modelo de inteligência artificial que permita aos clientes interagir com ele de forma mais eficaz e personalizada. Com a aquisição da NeoSpace, o Itaú pode dominar a tecnologia e melhorar sua modelagem de crédito e prevenção de fraudes.

O Plano do Itaú

O plano do Itaú é usar a tecnologia da NeoSpace para produzir interações cada vez melhores e mais assertivas com seus clientes. O banco já lançou o ia.i, um motor de interação que funciona como um chat dentro do app e permite que os clientes tirem dúvidas sobre seu dinheiro. No entanto, o motor ainda é jovem e não conhece todos os produtos do banco, nem tem todas as informações dos clientes. A NeoSpace entra justamente para ajudar nisso, já que a startup está na "vanguarda mundial" na construção de modelos de rede neurais.

A Venda da NeoSpace

A NeoSpace vinha negociando uma rodada com fundos internacionais de US$ 250 milhões antes de fechar a venda para o Itaú. O fundador da startup, Bruno Pierobon, disse que optou pelo caminho da venda porque já conhece bem o Itaú e porque poucas empresas no mundo investem em tecnologia de fronteira igual ao banco. Com a venda, Pierobon pode liderar o tema de pesquisa de AI no Itaú e impactar milhões de pessoas sem o impacto que uma expansão internacional traria para sua vida pessoal.

Com informações de Brazil Journal - Latest news.
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