Bill & Ted voltam aos games em aventura 16 bits
Bill & Ted’s Excellent Adventure: Arcade terá 15 fases, cooperativo para dois jogadores, personagens históricos e as vozes de Keanu Reeves e Alex Winter. O lançamento está previsto para PC e consoles, mas ainda não possui data. Meus amigos,
Bill & Ted’s Excellent Adventure: Arcade terá 15 fases, cooperativo para dois jogadores, personagens históricos e as vozes de Keanu Reeves e Alex Winter. O lançamento está previsto para PC e consoles, mas ainda não possui data.
Meus amigos, a indústria dos videogames finalmente decidiu fazer alguma coisa sensata. Depois de anos tentando nos convencer de que todo jogo precisa ter mundo aberto, trezentas missões secundárias, um passe de batalha e algum personagem reclamando de seus problemas existenciais, alguém resolveu voltar aos anos 1980 e ressuscitar dois dos maiores idiotas que já salvaram a humanidade.
Estou falando, naturalmente, de Bill S. Preston e Ted Theodore Logan , protagonistas do clássico Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica , lançado em 1989.
A dupla está retornando aos videogames em Bill & Ted’s Excellent Adventure: Arcade , um jogo de ação com visual inspirado nos fliperamas de 16 bits , desenvolvido pela australiana Art of Play Interactive .
E a notícia fica ainda melhor: Keanu Reeves e Alex Winter terão suas vozes presentes no jogo , retomando os personagens que interpretaram no cinema.
É praticamente uma reunião de antigos colegas de escola. Só que um deles virou John Wick, Neo e um dos atores mais conhecidos de Hollywood, enquanto o outro continua sendo lembrado com carinho por interpretar um sujeito que acreditava ser possível resolver uma prova de história sequestrando personalidades famosas do passado.
PARABÉNS, ART OF PLAY! VOCÊS CONSEGUIRAM CONVENCER JOHN WICK A GUARDAR AS ARMAS, PEGAR UMA GUITARRA IMAGINÁRIA E VOLTAR A VIAJAR NO TEMPO COM UM AMIGO QUE PROVAVELMENTE NÃO CONSEGUIRIA PASSAR NUMA PROVA DE HISTÓRIA NEM COM A AJUDA DO GOOGLE!
Veja o trailer.
Uma aventura que parece ter saído diretamente de um fliperama dos anos 1990
O novo jogo aposta em uma apresentação que imediatamente desperta nostalgia em quem viveu a época do Mega Drive, Super Nintendo e dos grandes arcades.
Em vez de gráficos tridimensionais realistas, teremos pixel art criada manualmente , ação com rolagem lateral e personagens desenhados em um estilo que lembra os clássicos beat’em ups.
Segundo a descrição oficial, a aventura terá 15 fases , nas quais os jogadores poderão controlar Bill ou Ted enquanto atravessam diferentes períodos históricos.
É uma proposta bastante apropriada para a franquia. Afinal, o filme original já parecia um roteiro escrito por alguém que havia passado uma tarde inteira jogando videogame e ouvindo Van Halen.
Na história de 1989, Bill e Ted precisam preparar um trabalho escolar de história. Como ambos demonstram uma capacidade acadêmica semelhante à de uma batata, recebem a ajuda de Rufus, um viajante do futuro que entrega à dupla uma cabine telefônica capaz de atravessar o tempo.
Naturalmente, em vez de utilizar a oportunidade para estudar cuidadosamente os acontecimentos históricos, os dois resolvem trazer figuras importantes do passado para participar da apresentação.
É uma ideia extraordinariamente idiota.
E justamente por isso o filme funciona tão bem.
O novo videogame pretende recuperar essa estrutura, permitindo que os jogadores encontrem personagens históricos enquanto enfrentam desafios inspirados nas situações do longa-metragem.
Napoleão, Sócrates e Beethoven vão participar dessa confusão
Entre as figuras históricas confirmadas estão Billy the Kid, Sócrates, Napoleão Bonaparte, Ludwig van Beethoven e Genghis Khan .
Cada encontro terá desafios específicos, incluindo minijogos que precisarão ser superados para convencer os personagens a ajudar Bill e Ted.
É uma decisão interessante porque permite variar a jogabilidade além da pancadaria tradicional.
Em vez de simplesmente atravessar quinze fases distribuindo socos em inimigos genéricos, os jogadores terão atividades relacionadas aos personagens encontrados durante a viagem.
Naturalmente, ainda precisamos descobrir como esses minijogos funcionarão na prática.
O anúncio não detalhou todos os sistemas, e seria precipitado afirmar que cada figura histórica terá uma mecânica completamente diferente.
Mas a possibilidade é divertida.
Consigo imaginar perfeitamente uma situação em que precisamos convencer Napoleão a colaborar enquanto ele reclama de alguma coisa relacionada ao tamanho de seu exército.
Ou uma competição musical envolvendo Beethoven, que provavelmente conseguiria tocar melhor do que Bill e Ted mesmo sem conseguir ouvir absolutamente nada.
É o tipo de humor absurdo que combina com a franquia.
E espero que os desenvolvedores aproveitem essas possibilidades sem transformar cada encontro em uma sequência repetitiva de apertar botões.
Cooperativo local: finalmente uma desculpa para chamar um amigo até o sofá
Outra novidade que merece elogios é o modo cooperativo local para dois jogadores .
Podemos controlar Bill ou Ted individualmente ou convidar outra pessoa para participar da aventura na mesma tela.
É uma escolha que combina perfeitamente com a proposta.
Afinal, Bill e Ted são praticamente inseparáveis. Criar uma aventura baseada nos personagens sem permitir que dois amigos joguem juntos seria como desenvolver um jogo de As Tartarugas Ninja no qual apenas Leonardo pode participar.
O cooperativo local também recupera uma tradição que considero maravilhosa nos videogames antigos.
Nos tempos dos fliperamas, passávamos horas diante de máquinas como Final Fight , Double Dragon e Teenage Mutant Ninja Turtles , dividindo a tela com amigos enquanto tentávamos sobreviver a uma quantidade absurda de inimigos.
Não precisávamos marcar uma sessão online, configurar uma conta adicional ou descobrir por que o serviço de assinatura havia deixado de funcionar.
Bastava encontrar alguém disposto a jogar e entregar o segundo controle.
É uma filosofia que gostaria de ver recuperada com maior frequência.
Na versão de PC, a página da Steam também lista suporte ao Remote Play Together , permitindo aproveitar a experiência cooperativa local por meio do recurso de transmissão da plataforma.
Mas, por enquanto, não existe confirmação de um modo online nativo separado.
Keanu Reeves e Alex Winter estão de volta, mas calma com essa história de dublagem
Um dos elementos mais interessantes do anúncio é a presença das vozes originais de Keanu Reeves e Alex Winter .
Os dois atores interpretaram a dupla nos filmes, e sua participação ajuda a preservar a identidade dos personagens.
Entretanto, existe um detalhe importante.
Os materiais divulgados até agora indicam a utilização de falas retiradas do filme original . Portanto, ainda não está confirmado que Reeves e Winter gravaram diálogos inéditos especificamente para o jogo.
É uma diferença que merece atenção.
Ter as vozes dos atores é excelente, mas não significa necessariamente que eles passaram semanas em um estúdio interpretando novos roteiros.
De qualquer maneira, ouvir os personagens com suas vozes conhecidas combina muito bem com a proposta nostálgica.
Afinal, Keanu Reeves passou décadas interpretando sujeitos extremamente perigosos, mas foi como Ted Logan que demonstrou uma das características mais extraordinárias de sua carreira: a capacidade de parecer completamente perdido durante uma conversa e ainda conquistar a simpatia do público.
E isso, meus amigos, é um talento que nenhum treinamento de John Wick consegue reproduzir.
Rock dos anos 1980 e modos adicionais
A trilha sonora também promete recuperar a energia musical da época, com composições inspiradas no rock dos anos 1980.
É uma escolha praticamente obrigatória para Bill e Ted, personagens que sonham em transformar sua banda, Wyld Stallyns , em um fenômeno capaz de mudar o destino da humanidade.
O anúncio também confirma um modo História , responsável por apresentar a aventura principal.
Ao concluí-lo, os jogadores poderão desbloquear o modo Arcade , minijogos e outras atividades.
Ainda não sabemos exatamente como essas opções funcionarão, mas a intenção parece ser oferecer motivos adicionais para revisitar a campanha.
Gosto bastante dessa ideia, principalmente porque jogos arcade dependem de ritmo, desafio e vontade de repetir as fases.
Não precisamos de uma campanha de cinquenta horas para justificar a existência de um beat’em up. Precisamos de combate agradável, personagens interessantes e situações que continuem divertidas depois de várias partidas.
É uma lição que os desenvolvedores antigos conheciam muito bem.
O jogo terá financiamento coletivo em 2027
Apesar do anúncio, Bill & Ted’s Excellent Adventure: Arcade ainda não possui data de lançamento .
A Art of Play Interactive planeja iniciar uma campanha de financiamento coletivo na plataforma BackerKit em fevereiro de 2027 .
A iniciativa pretende ajudar a financiar as etapas finais de desenvolvimento e oferecer recompensas como edições digitais, versões físicas e produtos exclusivos.
Entre os itens planejados estão edições especiais com embalagens inspiradas nos jogos de Super Nintendo.
É um detalhe que provavelmente fará muitos colecionadores começarem a procurar espaço nas estantes antes mesmo de saber quanto o jogo vai custar.
Também merece destaque uma declaração da Art of Play: o estúdio afirma que não utiliza inteligência artificial generativa na produção de seus jogos, trailers ou materiais promocionais .
Segundo a equipe, os elementos visuais são criados por profissionais, reforçando a proposta de utilizar pixel art artesanal.
A decisão faz sentido dentro de uma produção que pretende homenagear a criatividade dos arcades clássicos.
Naturalmente, ainda precisamos avaliar o resultado final antes de afirmar que teremos um novo clássico.
Por enquanto, o projeto apresenta boas ideias e um material de divulgação que transmite corretamente o espírito do filme.
Bill e Ted merecem um jogo realmente excelente
Para quem viveu o final dos anos 1980, Bill e Ted representam uma época muito particular da cultura pop.
Era o período em que histórias completamente absurdas podiam conquistar público simplesmente por apresentar personagens carismáticos e uma boa dose de imaginação.
A ideia de dois adolescentes viajando pelo tempo para conseguir passar numa prova de história dificilmente seria aprovada por um executivo moderno interessado em construir um universo cinematográfico de quinze filmes.
Mas funcionou.
O filme se tornou um clássico cult e ajudou a consolidar a carreira de seus protagonistas.
Agora, quase quatro décadas depois, a Art of Play tenta recuperar essa energia em um videogame.
O conceito é bastante promissor: 15 fases, cooperativo local, personagens históricos, visual de 16 bits e uma trilha sonora inspirada no rock oitentista.
Mas também existe um risco.
A nostalgia pode ajudar a chamar atenção, mas não substitui uma jogabilidade realmente boa.
De nada adianta apresentar Bill e Ted com gráficos maravilhosos se o combate for repetitivo, os comandos não responderem bem ou os minijogos perderem a graça depois de algumas tentativas.
O desafio da desenvolvedora será transformar o carinho pelo filme em uma aventura que funcione mesmo para quem nunca assistiu ao longa original.
E, considerando a quantidade de adaptações cinematográficas desastrosas que enfrentamos durante os anos 1980 e 1990, essa preocupação é perfeitamente justificável.
Mas estou otimista com a proposta.
Principalmente porque o jogo não parece interessado em reinventar Bill e Ted como protagonistas sombrios, violentos e emocionalmente traumatizados.
Continuam sendo dois sujeitos pouco inteligentes tentando salvar o futuro com a ajuda de uma cabine telefônica e uma quantidade irresponsável de rock.
Como deveria ser.
PARABÉNS, ART OF PLAY! VOCÊS CONSEGUIRAM CRIAR UM JOGO EM QUE JOHN WICK PRECISA ESQUECER AS ARMAS, ENTRAR NUMA CABINE TELEFÔNICA E CONVENCER GENGHIS KHAN A PARTICIPAR DE UM TRABALHO ESCOLAR. SE ISSO NÃO É A DEFINIÇÃO DE UMA AVENTURA EXCELENTE, EU NÃO SEI MAIS O QUE É!
Bill & Ted’s Excellent Adventure: Arcade está em desenvolvimento para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch , sem data de lançamento anunciada.
Enquanto isso, já podemos preparar os controles, procurar algum amigo disposto a jogar cooperativamente e recuperar aquela velha guitarra imaginária.
Porque, meus amigos, se existe uma coisa que Bill e Ted nos ensinaram, é que salvar o mundo pode ser muito mais divertido quando ninguém leva a própria inteligência tão a sério.
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