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Ativista Joshua Wong condenado a 10 anos de prisão

Ativista pró-democracia de Hong Kong condenado a mais 10 anos de prisão

Por Rafael Citario
Ativista Joshua Wong condenado a 10 anos de prisão
Foto: Joshua Wong — Wikipédia/Wikimedia Commons

O ativista pró-democracia de Hong Kong, Joshua Wong, foi condenado a mais 10 anos de prisão no território chinês por conluio com potências estrangeiras. Wong, que já passou quase seis anos atrás das grades, agora só deverá ser libertado no fim de 2036.

A condenação de Wong é baseada na lei de segurança nacional imposta por Pequim, que tem sido usada para reprimir a dissidência em Hong Kong. O ex-líder estudantil, que completou 30 anos no mês passado, deveria ser libertado em janeiro, após cumprir quatro anos e oito meses por subversão. No entanto, as autoridades de Hong Kong recorreram à mesma lei para voltar a acusar Wong em junho do ano passado, atribuindo-lhe conluio com outros países e entidades para impor sanções contra o centro financeiro e a China.

Contexto

A condenação de Wong é um exemplo da repressão crescente em Hong Kong, onde a lei de segurança nacional tem sido usada para silenciar vozes dissidentes. A Human Rights Watch afirmou que as acusações contra Wong são "falsas" e que sua sentença é "cruel e injusta". O destino de Wong mostra que Pequim "mantém Hong Kong sob rédea curta e não há possibilidade de voltar aos dias mais tolerantes anteriores a 2019", segundo Steve Tsang, diretor do Instituto da China da SOAS, Universidade de Londres.

Reações

A condenação de Wong gerou reações internacionais, com a Human Rights Watch pedindo que governos estrangeiros condenem as sentenças impostas a ele e a outros ativistas pró-democracia detidos injustamente. Além disso, a organização pediu que sanções direcionadas sejam aplicadas aos funcionários responsáveis pela crescente repressão em Hong Kong. Em Hong Kong, apoiadores de Wong choraram e disseram: "Estaremos esperando por sua libertação" após a sentença ser anunciada.

Biografia de Wong

Joshua Wong ganhou destaque durante os protestos de 2014 em Hong Kong e desde 2017 passa períodos dentro e fora da prisão. Ele integrou uma delegação aos Estados Unidos para defender o projeto de lei que permitiria ao presidente dos Estados Unidos impor sanções em resposta a violações de direitos na cidade. Em 2019, quando Hong Kong foi palco de enormes protestos pró-democracia, Wong prometeu "continuar defendendo meu lar —Hong Kong— até que me silenciem". Ele estava entre as dezenas de figuras pró-democracia condenadas por subversão em 2024, no maior julgamento por crimes contra a segurança nacional já realizado em Hong Kong.

Com informações de UOL Noticias.
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