Vendas em supermercados crescem 2,7% no ano
As vendas dos supermercados cresceram 2,7% de janeiro a setembro.
As vendas dos supermercados brasileiros apresentaram um crescimento de 0,59% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Essa variação positiva, no entanto, foi precedida por uma queda de 1,46% em relação a agosto, após altas de 3,01% em julho e 2,21% em agosto.
Contexto
O crescimento das vendas nos supermercados é um indicador importante da saúde econômica do país, refletindo a capacidade de consumo das famílias e a confiança na economia. De janeiro a setembro, as vendas acumulam uma alta de 2,70%, um percentual praticamente estável em relação aos 2,71% registrados até agosto. A Abras projeta um crescimento de 3,2% para o ano, apontando para uma trajetória positiva do consumo, mesmo diante de um cenário em que as famílias precisam gerenciar seus orçamentos com cuidado.
Fatores de Sustentação
A Abras aponta que a renda das famílias é um fator crucial para sustentar as vendas até dezembro. O aumento do benefício médio do Bolsa Família, que passou de R$ 678,18 para R$ 777 por família a partir de outubro, é visto como um dos principais motivos para essa expectativa. Além disso, a injeção de R$ 6,4 bilhões decorrente do reajuste do piso salarial dos professores da educação básica e a liberação de R$ 3,22 bilhões em requisições de pequeno valor pela Justiça Federal também são considerados fatores de sustentação.
Pressão sobre o Orçamento
No entanto, a pressão sobre o orçamento das famílias persiste, principalmente devido ao aumento dos preços dos alimentos. A cesta de 35 produtos acompanhada pela Abras ficou 1,09% mais cara em setembro, chegando a R$ 846,22, após dois meses de queda. Os principais aumentos foram observados nos preços do tomate, batata, cebola e arroz. No acumulado do ano, a cesta registra uma alta de 5,73%, superior à inflação oficial de 3,95% no período.
Variações Regionais
A variação dos preços também apresentou diferenças regionais. O Centro-Oeste registrou a maior alta mensal, de 1,97%, enquanto o Norte apresentou o maior preço médio, de R$ 942,56. No Nordeste, a variação foi de 0,70%, a menor entre as regiões, e a cesta custou R$ 756,86.
Comportamento do Consumidor
Diante da pressão sobre o orçamento, os consumidores têm recorrido a marcas mais baratas. Dados da NielsenIQ apresentados pela Abras mostram que, nas categorias de menor valor agregado da cesta, os produtos mais baratos passaram de 42,5% para 45,7% das vendas entre setembro de 2025 e setembro de 2026. Essa tendência reflete a busca por opções mais acessíveis em um cenário de inflação e pressão sobre os orçamentos familiares.
FONTE: valor
TÍTULO ORIGINAL: Vendas em supermercados crescem 2,7% no ano até setembro, diz Abras
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