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Saques e protestos na França

Galerias Lafayette são saqueadas durante protestos violentos na França

Por Rafael Citario
Saques e protestos na França
Foto: Emmanuel Macron — Wikipédia/Wikimedia Commons

Um saque às Galerias Lafayette em Bordeaux, na França, foi registrado durante protestos violentos que tomaram parte do centro da capital francesa. A filial da loja de departamentos foi invadida por vândalos, que forçaram a entrada e permitiram que pessoas entrassem no local.

Contexto

Os protestos na França começaram como uma manifestação estudantil contra a ausência de professores e as instalações precárias em escolas, mas rapidamente se transformaram em um movimento nacional contra a desigualdade, a insuficiência de gastos públicos e a queda na qualidade dos serviços. A onda de manifestações ganhou apoio de manifestantes contra a alta no custo de vida e no preço dos combustíveis, e nos últimos dias, alguns atos ficaram violentos, com saques, prédios incendiados e confrontos com a polícia.

Toque de recolher

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, solicitou a prefeitos de cidades com manifestações que decretem toques de recolher por conta dos protestos. Lecornu quer que as cidades imponham a restrição já na noite desta segunda-feira, mas não especificou para qual cidades solicitou o toque de recolher.

Consequências

O saque às Galerias Lafayette em Bordeaux foi apenas um dos muitos incidentes violentos registrados durante os protestos. Outras lojas da rua Saint-Catherine, como a Decathlon, a Intersport e a Apple Store, também sofreram saques. A direção das Galerias Lafayette não informou os prejuízos do saque. Além disso, o Museu do Louvre, em Paris, amanheceu fechado após manifestantes bloquearem o acesso ao local em apoio ao movimento estudantil e para denunciar "a repressão policial".

Implicações políticas

Os protestos ocorrem no momento em que o presidente Emmanuel Macron entra na reta final de seu mandato, deixando para trás um eleitorado polarizado e um cenário político interno fragmentado. A situação pode beneficiar a extrema direita, que tem ganhado força na França nos últimos anos. O governo da França está trabalhando para controlar a violência nas ruas e encontrar uma solução para as demandas dos manifestantes.

Com informações de g1 > Mundo.
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