Ricardo Sardenberg: O Insider Outsider da Arte Brasileira
Ricardo Sardenberg, galerista e presidente da Associação Brasileira de Arte Contemporânea, fala sobre o mercado de arte brasileiro.
Ricardo Sardenberg é uma figura emblemática no mundo da arte brasileira. Com uma carreira de 30 anos, ele trabalhou em lugares icônicos como a Pinacoteca de São Paulo e colaborou com figuras importantes da arte, como Emanoel Araújo e Karla Camargo. Sardenberg também foi um dos fundadores da editora Cobogó e representante da Art Basel no Brasil por 15 anos.
Ele começou sua carreira na galeria Zabriskie, em Manhattan, onde foi de estagiário a diretor antes de voltar ao Brasil no final dos anos 90. Hoje, Sardenberg é galerista há cinco anos e preside a Associação Brasileira de Arte Contemporânea. Ele é conhecido por sua visão de conjunto do sistema da arte e sua capacidade de entender as necessidades dos colecionadores e dos artistas.
O mercado brasileiro de arte tem passado por mudanças significativas nos últimos anos. Sardenberg destaca que o número de compradores aumentou, mas poucos são colecionadores de verdade. Ele faz uma distinção importante entre compradores e colecionadores, afirmando que os compradores adquirem arte para uso, enquanto os colecionadores compram por uma razão mais profunda, relacionada à posse e ao amor pela arte.
Sardenberg também reflete sobre o futuro do mercado de arte brasileiro, destacando a importância de se conviver com a arte e seu circuito. Ele acredita que a experiência das exposições é fundamental para a formação do olhar e que as galerias devem ser espaços de experimentação e criação.
Como galerista, Sardenberg tem curtido a liberdade absoluta para experimentar e criar o programa com a sua cara. Ele se orgulha de ter contribuído para a abertura de um novo circuito em Higienópolis, em São Paulo, e acredita que as residências artísticas e os espaços de coleção privada são fundamentais para a formação de um público mais amplo e mais interessado na arte.
Em resumo, Ricardo Sardenberg é uma figura importante no mundo da arte brasileira, com uma visão de conjunto do sistema da arte e uma capacidade de entender as necessidades dos colecionadores e dos artistas. Ele acredita que a experiência das exposições é fundamental para a formação do olhar e que as galerias devem ser espaços de experimentação e criação.
FONTE: Brazil Journal - Latest news
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