Flamengo Condenado a Pagar R$ 580 Mil
O Flamengo foi condenado a pagar indenização e pensão a ex-segurança do Ninho do Urubu.

O Flamengo foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 580 mil e uma pensão mensal vitalícia a Benedito Ferreira, ex-segurança do Ninho do Urubu. A decisão foi tomada em segunda instância e reconhece que o trabalhador desenvolveu uma grave doença psíquica ocupacional, incluindo transtorno de estresse pós-traumático, depressão e síndrome do pânico, após o incêndio que matou dez jogadores da base em 2019.
O incêndio ocorreu em fevereiro de 2019, e Benedito participou do resgate de alguns meninos, tirando três dos containers em chamas. No entanto, ele não conseguiu salvar uma quarta criança, o que provocou um sofrimento agudo inestimável. O Tribunal reconheceu que o trabalhador desenvolveu uma doença psíquica ocupacional grave e que o Flamengo não forneceu treinamentos técnicos preventivos ao pessoal de segurança para o uso de extintores, além de não ter um brigadista técnico habilitado de plantão nas dependências do centro de treinamento.
A Justiça determinou que o Flamengo pague R$ 430 mil de indenização, além de R$ 150 mil de danos morais e a pensão mensal vitalícia. O clube também foi criticado por ter demitido Benedito em 2022, em meio às consequências que ele sofria do incêndio. O Flamengo foi procurado, mas não se manifestou até o fechamento do material.
Consequências do Incêndio
O incêndio no Ninho do Urubu foi um dos mais trágicos eventos na história do futebol brasileiro, e suas consequências ainda são sentidas hoje. Além da perda de dez jovens vidas, o incêndio também afetou profundamente os sobreviventes e os familiares das vítimas. O caso de Benedito Ferreira é um exemplo da gravidade das consequências psicológicas que o incêndio pode ter causado.
Reações do Flamengo
O Flamengo ainda não se manifestou sobre a decisão da Justiça. No entanto, é esperado que o clube apresente uma posição oficial sobre o assunto em breve. A decisão da Justiça é um importante passo para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e que as consequências do incêndio sejam devidamente avaliadas.
FONTE: Jornal de Brasília
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